O arquiteto das nuvens

A arquitetura de software existe como uma disciplina formal há quase 25 anos. Podemos destacar, ainda no início da sua base como disciplina, alguns artigos fundamentais como este: Larger Scale Systems Require Higher-Level Abstractions, da autora Mary Shaw, do ano de 1989.

Neste artigo ela escreve, de forma pioneira.

“Over the past thirty years, abstraction techniques such as high level programming languages and abstract data types have improved our ability to specify and develop software. However, the increasing size and complexity of software systems have introduced new problems that are not solved by the current techniques. These new problems involve the system-level design of software, in which the important decisions are concerned with the kinds of modules and subsystems to use and the way these modules and subsystems are organized. This level of organization, the software architecture level, requires new kinds of abstractions that capture essential properties of major subsystems and the ways they interact.”

Desde 1989, o campo da arquitetura de software evoluiu muito e diversas outras especializações surgiram tais como o Arquiteto de Soluções, o Arquiteto de Dados ou o Arquiteto de Infra-estrutura . Destaco neste post um novo membro da fauna de arquitetos, o arquiteto das nuvens ou the cloud architect.

Este novo membro da fauna de arquitetos requer competências diferenciadas a este novo mundo da computação nas nuvens, tais como:

  • Conhecer os novos modelos econômicos que podem ser alavancados por áreas de TI. Modelos de cauda longa (Big Tail), multi-inquilinos (Multitenancy), computação utilitária (Utility Computing) ou Computação Elástica (Elastic Computing) são exemplos destes modelos.
  • Conhecer e usar as diretrizes que influenciam e determinam que serviços de TI devem operar dentro da própria empresa (On-Premises) ou nas nuvens (Cloud).
  • Conhecer e saber comparar os diferentes tipos de nuvens tais como Nuvens Públicas, Nuvens Privadas ou Nuvens Híbridas.
  • Conhecer as principais soluções de mercado e fornecedores nos três pilares da Cloud Computing: Software as a Service – SAAS, Platform as a Service – PAAS e Infrastructure as a Service – IAAS.
  • Aplicar todos estes conhecimentos no desenho de soluções de software que utilizem software como serviço, plataformas como serviços e infra-estruturas virtualizadas como serviços em ambientes nas nuvens.
  • Acompanhar os projetos de ponta a ponta para garantir que atributos fundamentais como baixo acoplamento, segurança, confiabilidade e sustentabilidade (Green Computing), entre outros, estejam sendo corretamente implementados pelo time de desenvolvimento.
  • Ler mais sobre qualquer outra coisa que não seja TI. Arquitetos de nuvens devem falar a linguagem do negócio para recomendarem e sustentarem suas soluções.

Para os que querem adentrar no tema, é recomendável estudar na prática plataformas como o Database.com ou o Force, da Sales Force, o Microsoft Azure ou o Amazon AWS. Estes fornecedores, dentre outros, fornecem kits de desenvolvimento e uso gratuito de suas plataformas para provas de conceito e estudos.

“In 2000, when my partner Ben Horowitz was CEO of the first cloud computing company, Loudcloud, the cost of a customer running a basic Internet application was approximately $150,000 a month”, Marc Andreessen .

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