100 Ferramentas para Acelerar a sua Iniciativa DevOps

Fizemos aqui neste blog uma introdução ao pensamento DevOps, o seu valor de negócio e 20 práticas básicas e avançadas. Caso ainda não tenha tido oportunidade de lê-las, sugiro a leitura para ter o contexto do uso das ferramentas aqui propostas.

E é de vital importância lembrar que iniciativas DevOps são ancoradas em três Ps (Pessoas, Práticas e Produtos), nesta particular ordem. Ou seja, não faz nenhum sentido implantar alguma ferramenta muito legal na sua TI se a cultura e a prática não foi trabalhada anteriormente. 

Aviso fornecido e então vamos direto para as ferramentas, separadas por categoria.

1. Ferramentas para aumento da comunicação e orquestração de atividade

A cultura DevOps requer aumento da comunicação entre os times de desenvolvimento, qualidade e operação. Ela também requer um ambiente centralizado para a operação de ferramentas do ciclo de automação de práticas DevOps. E para suportar estas práticas existem ferramentas DevOps específicas para aumento da colaboração entre times.

O IBM Jazz, ServiceNow e o Visual Studio Team Services são exemplos particularamente interessantes neste sentido, buscando fornecer um fluxo automatizado para o ciclo de vida de práticas DevOps. O Slack e HipChat permitem integrar o conceito de conversas entre pessoas e grupos com as tarefas de automação feita via bots. Isso cria uma experiência simples e direta para reforçar os processos e práticas DevOps dentro de um time.

Estas e outras ferramentas são listadas a seguir:

  • Slack
  • HipChat
  • ServiceNow
  • IBM Jazz
  • Microsoft Visual Studio Team Services (VSTS)
  • Microsoft TFS (VSTS que você roda na sua própria infraestrutura)
  • Trello
  • Atlassian Jira
  • Pivotal Tracker

2. Ferramentas de Análise de código fonte

A cultura DevOps requer que desenvolvedores escrevam código de qualidade. Nos últimos anos, foi possível quantificar o que é qualidade de código de forma prática. Termos outrora vagos como complexidade ciclomática, modularidade, coesão alta e acoplamento fraco se tornaram métricas acionáveis em ferramentas simples como o Visual Studio Code Review e o SonarQube. Esta última tem suporte para mais de 20 linguagens e se popularizou nos últimos anos na comunidade de TI. Além disso, práticas de refatoração em tempo de desenvolvimento se tornaram simples também com a IDE JetBrains IntelliJ, JetBrains Resharper para o Visual Studio, Eclipse IDE ou Microsoft Visual Studio Code. E ferramentas como o Git suportam nativamente o conceito de Pull Requests, que simplificam a revisão por pares entre desenvolvedores.

A recomendação é que você inclua alguma das  ferramentas abaixo apontadas no ciclo de desenvolvimento e usem a automação para emitir avisos, defeitos ou até mesmo impedirem o checkin de códigos em casos extremos.

  • Microsoft Visual Studio 2015
  • Microsoft VSCode
  • JetBrains InteliiJ
  • JetBrains Resharper
  • Eclipse IDE
  • SonarQube
  • Git Pull Requests

3. Ferramentas de Gerência de Código Fonte

É impossível trabalhar com a cultura DevOps sem gerir apropriadamente o código fonte. E aqui estamos falando de ferramentas como o Subversion (SVN), Microsoft TFVC (Team Foundation Version Control), Mercurial ou Git. As duas primeiras operam de forma centralizada com um servidor de código, enquanto as duas últimas operam de forma distribuída. Em um SCM distribuído, existe um clone de cada repositório em cada máquina que tenha uma cópia do repositório de código. Em linhas gerais, as ferramentas de SCM distribuídos são conceitualmente melhores pois facilitam a gestão de troncos, automação de política e tem performance melhor que ferramentas de SCM centralizados. O Git, que foi popularizado a partir da experiência da comunidade Linux em manter de forma distribuída o desenvolvimento do seu kernel, se tornou muito popular no Brasil nos últimos anos. Se possível na sua realidade opere um SCM distribuído, seja ele Git ou Mercurial.

Ao escolher um SCM, seja ele distribuído ou centralizado, é importante decidir se ele irá operar em ambiente local ou ambiente de nuvem. O GitHub, BitBucket e o Gitlab são provedores de nuvem populares sobre os ambientes Git e Mercurial. Eles operam com planos sem custo de aquisição com funcionalidades e espaços limitados, mas permitem escalar para espaços maiores e mais funcionalidades com custos pequenos de entrada. Embora alguns gestores ainda temam as nuvens, observamos que a experiência de uso de ambientes de nuvens traz maior simplicidade, maior disponibilidade e menor custo de operação dessas ferramentas.

Seguem aqui algumas recomendações de ferramentas de SCM:
  • SVN
  • Microsoft TFVC
  • Git
  • Mercurial
  • GitHub
  • GitLab
  • Atlassian BitBucket

4. Ferramentas de Automação de Builds

Estas ferramentas são o coração da prática de gestão de builds e normalmente são específicas por tecnologia. A comunidade Java EE utiliza ferramentas como Ant e Maven e mais recentemente começou a adotar o Gradle para os seus processos de build. A comunidade Microsoft usa o MSBuild, que já vem incorporado na IDE do Visual Studio, Microsoft TFS (Team Foundation Server) e também no VSTS (TFS nas nuvens). A comunidade Javascript usa com regularidade ferramentas como o Grunt e o Gulp. Outras ferramentas populares para este fim incluem o Rake (Make do Ruby), Broccoli, SBT e Packer.

Segue um resumo das ferramentas para esta prática DevOps.

  • Maven
  • Gradle
  • MSBuild • Grunt
  • Gulp
  • Rake
  • Broccoli
  • SBT
  • Packer

5. Ferramentas de Integração Contínua

As ferramentas de integração contínua dão suporte ao escalonamento e gestão do processo de builds. Elas normalmente operam sobre as ferramentas de automação de builds e permitem que o desenvolver escalone ações automatizadas de build, sejam elas noturnas (nightly builds), em certos  momentos do dia ou disparadas por commits nos códigos (prática de continuous integration). Elas também permitem rodar outras tarefas tais como execução de suítes de testes, geração de documentação de código e abertura automatizada de defeitos.

O Jenkins é uma ferramenta sem custo de aquisição e bem popular para este tipo de processo. Ela é muito usada por desenvolvedores Java, JavaScript e LAMP. Já a comunidade Microsoft faz uso intenso do Microsoft TFS (Team Foundation Server) e vem adotando recentemente o Microsoft VSTS (Team Services). Esse último opera em nuvem e tem normalmente custo de propriedade reduzido, além de permitir a operação com times de até cinco pessoas sem nenhum custo. O VSTS permite também incorporar builds de aplicações Java, Android, iOS, Xamarin, entre outros e se tornou verdadeiramente uma ferramenta independente de ambiente Windows.

Outras ferramentas comuns para CI incluem o Atlassian Bamboo, Travis CI, IBM Rational Team Concert, Code Ship, Thought Works CruiseControl, CodeShip, TeamCity, GitLab, SolanoCI, Continuum, ContinuaCI e Shippable. Elas já fornecem ambientes de nuvens e algumas permitem você baixar o servidor para operar no seu ambiente se necessário.

Adote na sua iniciativa DevOps uma ferramenta de CI que esteja bem integrada com as suas tecnologias de código fonte e a opere em nuvens se isso não ofender as políticas de segurança da sua organização. Observamos geralmente nos preços destes produtos um custo menor de entrada e propriedade ao adotarmos infraestruturas de nuvens para a execução das práticas de automação de builds e integração contínua.

Segue aqui uma lista de ferramentas para este propósito:
  • Jenkins
  • Microsoft TFS
  • Microsoft VSTS
  • Atlassian Bamboo
  • Travis CI
  • IBM Rational Team Concert
  • Code Ship
  • Thought Works CruiseControl
  • CodeShip
  • TeamCity
  • GitLab
  • SolanoCI
  • Continuum
  • ContinuaCI
  • Shippable

6. Ferramentas de Gestão de Configuração e Provisionamento

Estas ferramentas permitem automatizar todas as suas configurações como código e também provisionar hardwares automaticamente, sendo também muito importantes para suportar releases de produtos (Release Management). Estas ferramentas são chamadas em alguns meios de CCA Tools (Continuous Configuration Automation).Em linhas gerais, elas suportam as seguintes capacidades:

  • permitem o escalonamento temporal do processo de release, que pode ser feito em base noturna (nightly release) ou ativado toda vez que um novo build estiver disponível (continuous deployment ou continuous delivery);
  • permitem escrever a configuração de hardware através de códigos de script;
  • permitem provisionar dinamicamente os ambientes de hardwares;
  • permitem copiar os builds entre os ambientes de hardware provisionados;permitem a conexão a plataformas de nuvens como Amazon EC2, Microsoft Azure, entre outras;
  • permitem configurar dinamicamente os parâmetros da aplicação copiada para os ambientes;
  • permitem estabelecer processos de aprovação antes e/ou depois das cópias dos builds;
  • permitem rodar smoke tests, gerar rótulos (labels) nos releases ou enviar notificações para os interessados no processo.
Na comunidade Microsoft, o VSTS incorporou recentemente um excelente módulo de ReleaseManagement. Ele suporta scripts de infraestrutura como código em um dialeto chamado PowerShell DSC (Desired State Configuration). Em termos simples, ele permite que o desenvolvedor especifique um hardware em um script de código DSC (que é um arquivo JSON). O ambiente VSTS cria automaticamente este ambiente de hardware no Microsoft Azure. Alé disso, o VSTS Release Management controla o fluxo de aprovações, executa as distribuições necessárias dos builds nos ambientes, realiza a configuração dos parâmetros externalizados da aplicação nos ambientes provisionados e também permite rodar testes nos ambientes de produção. Neste segmento de ferramentas estão também os maiores fornecedores de soluções e consultoria DevOps, como por exemplo as empresas Chef e Puppet Enterprises. Outras soluções comuns neste segmento incluem a Ansible, Salt, Vagrant, Terraform, Consul, CF Engine, BMC BladeLogic, BMC Release Process e Serena Release, entre outras.
Um resumo destas ferramentas é fornecido abaixo:
  • Microsoft VSTS Release Managament e Microsoft Azure
  • Chef
  • Puppet
  • Ansible
  • SaltStack
  • BMC BladeLogic
  • BMC Release Process
  • Vagrant
  • Terraform
  • Consul
  • CF Engine
  • XL Release
  • UrbanCode Release
  • Automic
  • Plutora Release
  • Serena Release
7. Ferramentas de Conteinirização
Como operar com dezenas ou centenas de máquinas virtuais para o suporte a provisionamento pode ser caro, algumas ferramentas surgiram no topo das ferramentas de virtualização para facilitar a gestão de ambientes virtualizados. Estas ferramentas são chamadas de ferramentas de conteinirização e operam permitindo que blocos de máquinas virtuais possam ser arranjados conforme necessário para criar novas configurações. Por exemplo, um time pode ter já um ambiente virtual com Oracle Database 11g, Apache Tomcat e Driver JDBC tipo 2 montado. Se um outro time precisa modificar apenas a versão do Driver JDBC para tipo 4 em um outro contexto, ele não precise recriar toda a máquina virtual do zero. Ele especifica as partes necessárias e ferramenta de conteinerizacao monta a nova máquina virtual a partir de fragmentos existentes no repositório. A ferramenta também inclui os novos fragmentos, conforme necessário. Isso gera uma tremenda economia de espaço em disco e tempo para a organização de máquinas virtuais.

O Docker é talvez a ferramenta de maior popularidade neste segmento e tem sido usado para tornar o provisionamento de hardware algo simples, barato e acionável. Outras ferramentas populares neste contexto são o Mesos, Swarm, Kubernetes e Nomad.

A lista destas ferramentas é citada a seguir:

  • Docker
  • Mesos
  • Swarm
  • Kubernetes
  • Nomad

8. Ferramenta de Gestão de Repositórios

Estas ferramentas permitem gerir os repositórios de código e bibliotecas para estabelecer ambientes controlados de desenvolvimento. Isso evita que componentes sejam introduzidos na aplicação de forma indisciplinada e através de cópia de arquivos no sistema de arquivos.

O Docker Hub é uma ferramenta neste sentido e disciplina o uso de máquinas virtuais Docker, nas nuvens ou na própria infraestrutura da empresa. No mundo Microsoft, o Nuget e o Package Management do VSTS são ferramentas usadas para este controle. Já a comunidade JavaScript e Node.JS usa o NPM (Node Package Manager). E vemos a comunidade Java usar ferramentas como o Artifactory e o Nexus para estabelecer bases controladas de bibliotecas e componentes Java.

Uma lista das ferramentas para esse propósito são listadas abaixo:

  • NPM
  • DockerHub
  • Artifactory
  • Nuget
  • Nexus

9. Ferramentas de Automação de Testes

Embora builds possam ser montados apenas com ferramentas de build management, a experiência mostra que builds requerem o uso de automação de testes para aumentar a robustez e confiabilidade do produto sendo gerado. Ou seja, as ferramentas de automação de testes são peças fundamentais no quebra-cabeças DevOps e vão de encontro ao element de testabilidade no dialeto arquitetural.

Algumas destas ferramentas incluem:

  • Automação para testes de unidade do código – JUnit, TestNG, NUnit, Visual Studio Unit Test, Jasmine, Mocha e QUnit.
  • BDD (Behaviour Driven Development) – Cucumber, CucumberJS, e SpecFlow.
  • Automação de testes funcionais – Selenium e Visual Studio Coded UI.
  • Cobertura de Código –JaCoCo e Visual Studio

A lista destas e outras ferramentas é mostrada a seguir:

  • JUnit
  • NUnit
  • TestNG
  • Visual Studio UnitTest
  • Jasmine
  • Mocha
  • QUnit
  • Cucumber
  • CucumberJS
  • SpecFlow
  • Selenium
  • Visual Studio CodedUI
  • JaCoCo

10. Ferramentas de Testes de Performance, Carga e Estresse

Em aplicações Web e móveis, onde a carga de trabalho pode variar com muita intensidade, é recomendado que usemos ferramentas de automação de teste de performance, carga de trabalho e estresse. O JMeter é uma ferramenta popular na comunidade Java, embora também possa ser usada para testar recursos Web como conexões HTTP em qualquer tecnologia. O TestNG, VSTS Web Performance e o VSTS Load Test também são outros exemplos de ferramentas para este fim.

Depois de ter estabelecimento um processo de automação de build e releases, pode ser apropriado inserir um ciclo de testes de performance e estresse no seu processo DevOps.

Uma lista de alguma destas ferramentas é mostrada abaixo:

    • Apache JMeter
    • Apache ab
    • VSTS Web Performance
    • VSTS Load Test

11. Ferramentas de Monitoração de Aplicações e Telemetria

Uma transição suave para a operação pode ser facilitada pelo uso de ferramentas de monitoração de aplicações e telemetria. Em termos simples, estas ferramentas fazem a análise dos elementos físicos dos ambientes de hardware (caixa preta), componentes da aplicação (caixa cinza) e até mesmo o comportamento do código fonte em produção (caixa branca).

A ferramenta NewRelic é um excelente exemplo neste sentido e se popularizou para a monitoração de aplicações Web. Outras ferramentas neste  sentido incluem o Kibana, DataDog, Zabbix, VSTS Application Insights, ElasticSearch e StackState.

Uma listagem destas e outras ferramentas é mostrada a seguir:

  • Kibana
  • DataDog
  • Zabbix
  • VSTS Application Insights
  • ElasticSearch
  • StackState
  • Nagios
 12. Ferramentas de Injeção de Falhas
Nesta categoria estamos falando de ferramentas que permitem injetar falhas em aplicações nos ambientes de produção, como por exemplo o Netflix Simian Army. Esta suíte227, que foi disponibilizada no GitHub, contém ferramentas utilitárias diversas, tais como:
  • Chaos Monkey – Introduz falhas aleatórias em máquinas dos ambientes de produção.
  • Latency Monkey – Introduz demoras artificiais nas comunicações RESTful para simular degradação do serviço e medir se as aplicações clientes respondem apropriadamente.
  • Conformity Monkey – Encontra instâncias que não estão aderentes a melhores práticas e as desligam. Por exemplo, uma melhor prática poderia ser que toda instância deveria pertencer a grupo de escala (auto-scale) no ambiente AWS EC2 da Amazon. Se uma instância é encontrada e não obedece a esta política, ela é terminada.
  • Doctor Monkey – Encontra instâncias que não estejam saudáveis e as desligam. Por exemplo, um sinal de falha na saúde é a CPU operar acima de 70% por mais de 1 hora. Se uma instância é encontrada em um estado não saudável, ela é terminada.
  • Janitor Monkey – Busca e limpa recursos não usados nos ambientes de produção.
  • Security Monkey – Busca vulnerabilidades em máquinas e desliga as instâncias que estejam ofedendo as políticas de segurança.
  • 10-18 Monkey – Detecta problemas de configuração (i10n e 18n) em instâncias que servem a múltiplas regiões geográficas.
  • Chaos Kong – Remove uma região inteira de disponibilidade da Amazon do ambiente de produção.

 13. Plataformas de Nuvens

As plataformas de nuvens possuem um papel importante no ciclo DevOps. Sejam públicas ou privadas, elas permitem tratar a infraestrutura e redes como código e facilitam sobremaneira os processos de gestão de releases. A Amazon WebServices talvez seja o maior expoente deste segmento, com uma rica coleção de serviços de IAAS, PAAS e SAAS para suportar o desenvolvimento e operação de aplicações. Outras soluções populares incluem o Microsoft Azure, RackSpace, Digital Ocean e Google Cloud Platform.

Essas e outras ferramentas são listadas a seguir:

    • Amazon AWS
    • Microsoft Azure
    • RackSpace
    • DigitalOcean
    • Google Cloud Platform

Fechamos o artigo com as famosas leis da automação do Bil Gates, antes que você corra para implantar todas as ferramentas citadas neste post na sua empresa.  🙂

“A primeira lei de qualquer tecnologia é que a automação de um processo eficiente irá aumentar a sua eficiência”, Bill Gates

“A segunda lei de qualquer tecnologia é que a automação de um processo ineficiente irá aumentar a sua ineficiência”,  Bill Gates”

E você, que ferramentas está usando para acelerar o DevOps na sua organização? Compartilhe as suas experiências aqui conosco.

O Enxoval da Noiva do Node.JS

Com o passar dos anos, a tecnologia Node.js já rivaliza com tecnologias tradicionais com como o ASP.NET, JSF, Ruby, PHP e Python em ambientes dinâmicos como startups e empresas de produtos WebMesmo empresas tradicionais no Brasil já tem começado a experimentar essa tecnologia bastante promissora.

Já apresentei aqui como fazer uma aplicação mínima em Node.JS, para aqueles que estão tendo o primeiro contato com essa tecnologia.

Ao mesmo tempo, algumas pessoas ainda perguntam: “É possível fazer em Node.JS uma aplicação com acesso a banco de dados com controle transacional, suporte a APIs REST, micro-serviços, com segurança forte,  tolerância a falhas e operação em cluster, entre outras preocupações técnicas corporativas?”.

A resposta, retumbante, é sim.

Para isso basta você acrescentar novos módulos ao node com o comando npm install -g <NomeModulo>. Isso é porque o Node.js vem pelado de fábrica e você deve incluir módulos conforme necessário. Essa abordagem minimalista, que permite criar ambientes Web muito leves, é um dos fatores de sucesso do Node.JS

Compilo aqui alguns módulos  que podem ajudá-lo na jornada do Node.JS e fazer aplicações cada vez melhores no mundo JavaScript.

  • ExpressJS[1] – Biblioteca para gerir requisições HTTP de forma facilitada a aplicativos móveis e Web.
  • LoopBack[2] [3] – Framework para a montagem rápida de aplicações Node. Esse framework conta com suporte da IBM e StrongLoop e tem ferramentas visuais para a geração de modelos, APIs Rest, scaffoldings e conectores com banco de dados.
  • Restify[4] – Módulo para facilitar a criação de web services REST.
  • PassportJS[5] – Biblioteca para autenticação de usuários em aplicações Node. Conta já com mais de 300 estratégias de autenticação como por exemplo OpenID, OAuth1, OAuth2 ou SAML.
  • Node-mysql[6] – Biblitoeca para acesso a aplicações MySQL com Node.
  • Node-OracleDB[7] – Driver mantido pela própria Oracle[8] para acesso aos banco de dados Oracle em aplicações Node.
  • Mssql[9] – Driver para acesso a banco de dados SQL Server em aplicações Node.
  • Mongoose[10] – Framework para manipulação do banco de dados Non-SQL MongoDB.
  • Azure[11] – Facilitador para implantação de aplicações Node em ambiente Microsoft Azure, mantido pela própria Microsoft.
  • Mocha[12] – Biblitoeca para testes de unidade para aplicações Node.
  • Pm2[13] – Gerenciamento de processo de produção para aplicações Node, com suporte a clusters, balanceamento de carga e tolerância a falhas.
  • NodeMon[14] – Biblioteca utilitária para facilitar a monitoração de mudanças no seu código fonte e recarregar automaticamente a sua aplicação Web.
  • Commander[15] – Módulo facilitador de execução de programas de linhas de comando em aplicações Node.
  • Nodemailer[16] – Biblioteca para a manipulação de emails em aplicações Node.
  • Request[17] – Biblioteca ainda mais simples que o Express para a manipulação de requisições HTTP.
  • Hapi[18] – Um outro framework HTTP para desenvolvimento de aplicações Web em Node.
  • Bluebird[19] – Biblioteca para facilitar a escrita de programas concorrentes, com suporte à primitiva de programação promise[20].
  • Async[21] – Módulo utilitário para fornecer funções de manipulação de código assíncrono em JavaScript.
  • stomp-client[22] – Módulo utilitário para clientes do protocol de fila de mensagens Stomp[23], suportado em implementações como o Apache ActiveMQ[24] e outros sistemas de filas de mensagem.
  • Numerals.JS[25] – Biblioteca utilitária para manipular e formatar números.
  • MomentJS[26] – Biblioteca utilitária para manipular datas.
  • ShouldJS[27] – Biblioteca utilitária para auxiliar a escrita de testes BDD em JavaScript.
  • Nock[28] – Biblioteca para criar mocks e simulações em testes de unidade JavaScript.

O portal do npmjs mantém uma lista  de pacotes populares JavaScript e pode ser usado como fonte de referência para acompanhar novidades da comunidade.  Para mais informações, veja aqui: https://www.npmjs.com/browse/star.

E você que já trabalha em Node.JS, que módulos Node.JS utiliza ou pretende utilizar para desenvolver aplicações Web JavaScript?  Complemente essa lista. 🙂

[1] http://expressjs.com/pt-br/

[2] http://loopback.io

[3] http://loopback.io/resources/#compare

[4] http://restify.com

[5] http://passportjs.org

[6] https://www.npmjs.com/package/node-mysql

[7] https://www.npmjs.com/package/oracledb

[8] http://www.oracle.com/technetwork/database/database-technologies/scripting-languages/node_js/index.html

[9] https://www.npmjs.com/package/mssql

[10] http://mongoosejs.com

[11] https://azure.microsoft.com/pt-br/develop/nodejs/

[12] http://mochajs.org

[13] http://pm2.keymetrics.io

[14] http://nodemon.io

[15] https://www.npmjs.com/package/commander

[16] https://www.npmjs.com/package/nodemailer

[17] https://www.npmjs.com/package/request

[18] http://hapijs.com

[19] http://bluebirdjs.com/docs/why-promises.html

[20] https://en.wikipedia.org/wiki/Futures_and_promises

[21] https://github.com/caolan/async/blob/v1.5.2/README.md

[22] https://www.npmjs.com/package/stomp-client

[23] http://stomp.github.io

[24] http://activemq.apache.org/stomp.html

[25] http://numeraljs.com/

[26] http://momentjs.com

[27] https://github.com/shouldjs/should.js

[28] https://github.com/node-nock/nock

 

 

Primeiros passos no Node.JS

Conceitos – O que é o Node.JS

O Node.JS é uma plataforma leve para você construir aplicações servidoras em linguagem Javascript e pode ser comparado, em um primeiro momento de análise, a tecnologias como o Java EE Web ou ASP.NET. Ao mesmo tempo,  Node.JS é uma tecnologia minimalista. Ele é muito leve e não traz consigo servidores Web ou servidores de aplicação pesados, como o Java EE Web ou o ASP.NET. No Node.JS, você começa leve e coloca novos módulos apenas quando necessário.

O JavaScript no lado do servidor pode ser um conceito novo para todos que trabalharam exclusivamente com o JavaScript no lado do cliente, mas a idéia em sí não é tão absurda – porque não usar a mesma linguagem de programação no cliente que você usa no servidor?

Em nível detalhado, o Node.js é uma plataforma construída sobre o motor JavaScript do Google Chrome para construir aplicações de Internet rápidas e com excelente escalabilidade. O motor JavaScript V8 é o motor que a Google usa com seu navegador Chrome.  A engine JavaScript do Chrome realmente interpreta o código JavaScript e o executa. Com o V8 a Google criou um interpretador ultra-rápido  escrito em C++.

O Node.js usa um modelo de I/O direcionada a eventos assíncronos que o torna leve e eficiente, ideal para aplicações em tempo quase real com troca intensa de dados através de dispositivos distribuídos. Em termos arquiteturais, o Node é um servidor de programas e roda sobre um pequeno motor  JavaScript.

A figura abaixo representa a arquitetura minimalista do Node.JS

Pré-Requisitos para este tutorial:

  •   Node/NPM (Instalado via pacote de instalação em https://nodejs.org/en/download/)
  •  yo, gulp e bower (instalado via linha de comando via o comando: npm install -g yo gulp bower)
  • Notas: Este laboratório foi testado com o Node.JS 5.7 e 3.6 em ambiente OS/X e Windows 
Um AloMundo Node.js
Iremos usar o editor VisualStudio.Code, produto recente da Microsoft que a manipulação de projetos em Node.js, ASP.NET, C#, entre outras linguagens. Mas você pode usar qualquer outro editor, como Atom, WebStorm, entre outros.

 

1. Abra o seu editor e digite o código abaixo.

Salve o seu arquivo com o nome AloMundo.js

 

2. Abra um terminal na linha de comando e vá para o diretório onde o arquivo .JS foi salvo. Depois digite o comando: node AloMundo.js
Examine o console, que deve exibir a seguinte mensagem:
D98E13A0-0514-4FFE-8FF9-760340AE2619.png

 

3. O seu servidor Node.JS já está rodando.Abra um navegador e digite http://localhost:8080. Você deve observar a mensagem abaixo.
F1624E19-DDF2-46D7-B37D-88450F1C0A96.png

 

4. Desligue o servidor, interrompendo o programa da linha de comando. [CTRL+C no Windows]
Geração de uma Aplicação Mínima Funcional em Node.JS

 

5. Uma aplicação Node.JS tem uma estruturação mínima recomendada. 

 

6. Primeiro vamos instalar o gerador de aplicações Node.js/Express. Para isso iremos digitar na linha de comando:
npm install -g express-generator
 
Esta linha roda um utilitário chamado npm (node package manager), que instala um módulos Node.JS. Nesse caso estamos instalando um módulo HTTP mais potente chamado Express, que facilita muito o desenvolvimento de aplicações Web. A opção -g instala esse módulo globalmente.
Nota: Em ambientes Linux/MAC, talvez você precise rodar esta linha de comando em modo administrador.
(sudo npm install -g express-generator)
Depois de um tempo de download do módulo pela Internet, você deve as seguintes mensagens, que indicam uma execução bem sucedida.
53CBFACD-9BB5-45EC-B492-993FE3E1643E.png
 

 

7. Para criar uma nova aplicação basta digitar então o comando: express <NomeAplicacao>.
No nosso caso iremos digitar express AloMundoRobusto
 
Este comando irá criar uma estrutura mínima de pacotes e arquivos, similar à da figura abaixo:
9851343D-AC35-4837-B515-8D66DE21FE80.png

 

8. Nesse ponto, precisamos instalar as dependências desta aplicação gerada. Para isso entre dentro do diretório e digite npm install.
Este comando irá baixar e instalar as dependências desta aplicação.

 

9. Agora abra a pasta raiz pelo Visual Studio Code. (use a opção File->Open e escolha a pasta gerada pelo comando express)
Você deve ver a seguinte estrutura:
8B92C231-0885-4BCA-8FDE-073DAF7C954E.png

 

10. Agora iremos executar essa aplicação com o comando: npm start. 
Este comando acima simplesmente tenta chamar um script chamado start no arquivo package.json. Nesse arquivo existe um Script que dispara o comando node com o arquivo javascript chamado www. Em outras palavras, ele simplesmente chama: node www.
A000E120-1AF0-4C5A-A51E-A41CA73818FB.png
Esse arquivo irá colocar um servidor na porta 3000, que pode ser examinado no seu navegador.
563A7C28-E90E-4A46-A2C7-BDBE2F56DB4A.png

 

11. Finalmente, examine as mensagens exibidas pelo console da aplicação, para cada requisição.
 
21162216-10CC-4B13-91DA-4D649C500674.png

 

12. Finalize o servidor na linha de comando [CTRL+C]
 
Depuração da Aplicação no Visual Studio Code
 

 

13. O VS Code permite a depuração de código Node.JS. Para isso, escolha uma linha de código específica e clique do lado esquerdo da linha. Por exemplo, marque a linha 6 do código index.js, que responde a entrada do site (recurso raiz / )
 
F6419E8A-52CC-4214-81A1-1831F67A0251.png
 
Um botão vermelho irá ser marcado, que indica que o depurador está habilitado.

 

14. Em seguida, clique na botão do depurador (símbolo do inseto) e então no botão de PLAY (verde). 
Veja que assim que você chamada a URL pelo seu navegador ele irá parar a execução e exibir uma janela similar à mostrada abaixo.
364F997B-6A00-4394-A1D6-3A3C26B33CEF.png
Interaja livremente com o ambiente de depuração, similar a de ambientes tradicionais de desenvolvimento (Eclipse, Delphi ou Visual Studio).
Uma Aplicação Completa Node, com Serviços REST e Banco de Dados MySQL
15. Crie um diretório e abra esse diretório com o utilitário VS Code. 

 

16. Crie um novo arquivo chamado app.js e insira nele o seguinte código. 
Este arquivo é o ponto de entrada da aplicação e será chamado para inicializar a aplicação.
 

 

17. Crie um arquivo chamado index.html e insira o seguinte código nele
Este arquivo irá exibir um formulário para que você possa entrar o nome do usuário. Esta informação será depois gravada em banco de dados.
 

 

18. Crie um arquivo chamado package.json e insira nela o seguinte código
 
19. Atualize as dependências dessa aplicação.

 

Para isso rode o comando npm install dentro do diretório onde os arquivos foram criados.
 
20. Rode essa aplicação pela linha de comando (node app.js). Opcionalmente você pode rodá-la pelo ambiente do VS Code, conforme mostrado anteriormente nesse tutorial.

Para saber mais
Acompanhe o sítio principal do Node.js (https://nodejs.org/en/).
Alguns livros sobre o tema incluem:
E você? Já começou a trabalhar com o Node.js? Compartilhe aqui as suas experiências aqui.